Em seu antigo show solo, Danilo Gentili fazia uma piada em que ele ouvia uma pessoa falando sobre ele: "não é que eu acho que o Danilo é um merda. Eu acho que se a merda cagasse, seria o Danilo". Vou usar essa piada para ilustrar o sentimento que as pessoas transmitem sobre a minha profissão de bailarina. Quer dizer, a pessoa pergunta "como vão as coisas?" mas na verdade ela não tá interessada! Você começa a contar sobre a sua vida e a pessoa fica te olhando com aquela cara de paisagem, e o que ela realmente tá pensando é "não é que ser bailarino é uma merda. Eu acho que se a merda cagasse seria o bailarino..." e ainda dá para completar: "quando é que você vai dar um jeito na vida?"
E isso se estende a qualquer outra área de artes, teatro, música... O Marcelo Médici fala em seu show: "a pessoa pergunta 'e ai, tá trabalhando ou tá só com o teatro mesmo?" Niguém valoriza o trabalho do artista. Ninguém leva em consideração que a gente estudou (ou pelo menos uma boa parte de nós estudou) e trabalha muito pra viver disso. Bailarino não pode parar de fazer aula nunca, a gente treina, faz workshop, conhece professores diferentes, métodos diferentes, vai para festival, se apresenta em teatro, em praça, em bar... mas ser bailarino só é profissão se você é a Ana Botafogo, ou a Claudia Raia. Ser ator só é profissão se você tem um papel na novela das nove, não, nem novela das seis vale, tem que ser das nove.
Não importa que eu tenha um diploma, ou que eu fale três línguas, que eu já tenha dançado no Teatro Municipal de São Paulo, que eu tenha enfrentado sozinha a platéia do Teatro Nacional de Brasilia, que a dança tenha me levado para fora do país, que tenha vídeos rodando a internet com trabalhos onde eu atuo como bailarina e assistente de coreografia. Não importa! Eu vivo da dança e dançar não é trabalho, dançar é diversão, portanto a minha vida tá fácil e eu deveria tomar juizo e fazer algo de verdade.
Ninguém questiona o advogado, o médico, o professor. Mesmo que ele tenha o pior emprego do mundo e seu salário seja menor do que um bailarino ou ator consegue ganhar em um mês. Ser artista...
Provavelmente vão te aceitar melhor se você disser que é um serial killer!!
B.L.A.S.
Ok then, let's have a blog!
quinta-feira, 3 de maio de 2012
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
Como estragar uma franquia de sucesso...
Ontem estava assistindo "Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 1" de novo e me lembrei de algo que me incomoda, na parte 2, mas eu sempre me lembro.
Na verdade, tem várias coisas que me incomodam...
Li Harry Potter desde o início, tinha 11 anos quando a série foi lançada e cresci lendo os livros, me achando muito especial porque os personagens tinham a minha idade. A pior parte é o fato de que eu não consegui terminar a série!
Quando o sétimo livro foi lançado, não tive paciência de esperar a tradução e comprei em inglês mesmo para ler mais rápido, sem imaginar que isso se tornaria um problema. A verdade é que a história já é meio parada e ter que ler em inglês deixou tudo mais devagar. A situação piorou quando cheguei na parte em que o George (um dos gêmeos Weasley) sofria um acidente e perdia uma orelha - aquilo me deixou revoltada! Como um dos melhores personagens ficou sem uma orelha?! Aquilo era inaceitável...
Para tornar a leitura ainda mais impossível, antes mesmo de chegar na metade do livro, descobri que o Fred (o outro gêmeo Weasley) morria!! Não, não, o Fred não podia morrer!! Surgiu uma revolta que me deixou com raiva do personagem principal, do Harry Potter, por que todo mundo tinha que morrer para salvá-lo, ele, somente ele??? (ok, isso pode virar uma outra discussão mais longa que nao vem ao caso agora)
A partir daí, desisti da leitura. Tentei retomar várias vezes, mas demorei tanto que os filmes acabaram sendo lançados e acabei abrindo mão de vez de terminar os livros.
Mas o erro maior da série está em seu final, já no que poderiamos chamar de epílogo, lá quando eles mostram a vida do Harry e seus amigos 19 anos depois do fim da guerra contra Voldemort.
Quando acontece o ataque à Hogwarts, vários personagens morrem, dentre eles Lupin e Tonks, que tinham um bebê recém-nascido cujo padrinho é Harry, que o pega para criar. Pois bem, se passaram 19 anos, o garoto deveria ter DEZENOVE anos e consequentemente não estudar mais na escola. Porém Harry embarca no Expresso de Hogwarts seu filho de 11 anos, novo aluno da escola, junto com o "irmão", um garoto de cerca de 14 anos que deveria ser o tal bebê do Lupin!!
Tá bom, posso ter exagerado no título e esse erro tão pequeno não é suficiente para estragar uma franquia de sucesso. Mas para uma fã viciada, nerd, num nível Sheldon de ser como eu, é um erro que incomoda, incomoda muito!
Na verdade, tem várias coisas que me incomodam...
Li Harry Potter desde o início, tinha 11 anos quando a série foi lançada e cresci lendo os livros, me achando muito especial porque os personagens tinham a minha idade. A pior parte é o fato de que eu não consegui terminar a série!
Quando o sétimo livro foi lançado, não tive paciência de esperar a tradução e comprei em inglês mesmo para ler mais rápido, sem imaginar que isso se tornaria um problema. A verdade é que a história já é meio parada e ter que ler em inglês deixou tudo mais devagar. A situação piorou quando cheguei na parte em que o George (um dos gêmeos Weasley) sofria um acidente e perdia uma orelha - aquilo me deixou revoltada! Como um dos melhores personagens ficou sem uma orelha?! Aquilo era inaceitável...
Para tornar a leitura ainda mais impossível, antes mesmo de chegar na metade do livro, descobri que o Fred (o outro gêmeo Weasley) morria!! Não, não, o Fred não podia morrer!! Surgiu uma revolta que me deixou com raiva do personagem principal, do Harry Potter, por que todo mundo tinha que morrer para salvá-lo, ele, somente ele??? (ok, isso pode virar uma outra discussão mais longa que nao vem ao caso agora)
A partir daí, desisti da leitura. Tentei retomar várias vezes, mas demorei tanto que os filmes acabaram sendo lançados e acabei abrindo mão de vez de terminar os livros.
Mas o erro maior da série está em seu final, já no que poderiamos chamar de epílogo, lá quando eles mostram a vida do Harry e seus amigos 19 anos depois do fim da guerra contra Voldemort.
Quando acontece o ataque à Hogwarts, vários personagens morrem, dentre eles Lupin e Tonks, que tinham um bebê recém-nascido cujo padrinho é Harry, que o pega para criar. Pois bem, se passaram 19 anos, o garoto deveria ter DEZENOVE anos e consequentemente não estudar mais na escola. Porém Harry embarca no Expresso de Hogwarts seu filho de 11 anos, novo aluno da escola, junto com o "irmão", um garoto de cerca de 14 anos que deveria ser o tal bebê do Lupin!!
Tá bom, posso ter exagerado no título e esse erro tão pequeno não é suficiente para estragar uma franquia de sucesso. Mas para uma fã viciada, nerd, num nível Sheldon de ser como eu, é um erro que incomoda, incomoda muito!
sábado, 17 de setembro de 2011
Momento fossa
Se tem uma coisa que não sai e nunca sairá de moda, é a música de fossa. Não importa se tem 15 ou 40 anos, se é homem ou mulher, todo mundo tem uma fase, um dia que está na fossa... Pensando nisso, como eu tinha muito o que fazer, classifiquei algumas músicas para curtir esse momento.
Na fossa como uma menina de 15 anos:
Na fossa como quando eu tinha 15 anos:
Na fossa de um jeito mais maduro:
Tentando sair da fossa:
Na fossa com personalidade:
Na fossa clássica:
Não importa se você está apaixonado, levou um pé, casado, solteiro, solitário ou simplesmente teve um dia ruim, sempre háverá um momento na sua vida para essas músicas.
terça-feira, 6 de setembro de 2011
Ressuscitando o blog...
Criei esse blog com a intenção de escrever o que bem entendesse, quando bem entendesse, simplesmente pelo fato de que gosto de escrever. E a verdade é que faz dois anos que eu criei essa página e só publiquei sete postagens! Que decepção...
Por um tempo desisti de escrever pensando "já faz tanto tempo que não escrevo" e "ninguém lê mesmo", mas também não tive coragem de excluir a página ou mesmo parar de divulgá-la em currículo ou nas redes sociais como twitter ou facebook por causa da vontade de voltar a escrever.
O fato é que para mim faz bem escrever no blog, ando dizendo que fiquei analfabeta, pois perdi o hábito de ler e escrever e me pego sem saber escrever palavras simples, comuns, que achamos absurdo errar. Preciso do blog para praticar, para me sentir inteligente.
Então, a partir de agora, prometi para mim mesma que vou publicar com mais frequência, a principio tinha planejado escrever pelo menos uma vez por semana, não importasse o assunto, mas já percebi que seria difícil, tendo em vista que estou planejando escrever esta publicação há umas três semanas...
Mas esta decidido. O blog está ressuscitado! E o assunto que surgir, eu publico.
Por um tempo desisti de escrever pensando "já faz tanto tempo que não escrevo" e "ninguém lê mesmo", mas também não tive coragem de excluir a página ou mesmo parar de divulgá-la em currículo ou nas redes sociais como twitter ou facebook por causa da vontade de voltar a escrever.
O fato é que para mim faz bem escrever no blog, ando dizendo que fiquei analfabeta, pois perdi o hábito de ler e escrever e me pego sem saber escrever palavras simples, comuns, que achamos absurdo errar. Preciso do blog para praticar, para me sentir inteligente.
Então, a partir de agora, prometi para mim mesma que vou publicar com mais frequência, a principio tinha planejado escrever pelo menos uma vez por semana, não importasse o assunto, mas já percebi que seria difícil, tendo em vista que estou planejando escrever esta publicação há umas três semanas...
Mas esta decidido. O blog está ressuscitado! E o assunto que surgir, eu publico.
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
Colocando em questão...
Tem 2 assuntos que eu gostaria de comentar e como eles têm ligação, vou comentar os dois ao mesmo tempo.
Primeiro (e não é papo de fã ofendida viu!) queria falar da lei que proíbe os humoristas de fazerem piadas com políticos (sem contar o "estatuto do torcedor" e a lei que determina como os pais devem educar seus filhos...). Criarem leis como essa é absurdo e ridículo, um retrocesso. Isso é censura!
Acho engraçado, porque no ano passado "derrubaram" o diploma de jornalismo porque feria a liberdade de expressão e agora, porque se sentem ameaçados pela influência dos programas de humor, criam esse tipo de lei.
O que me leva ao outro assunto: fico me perguntando qual a real influência desses programas de humor. Entendo que sua função é entreter, mas ao mesmo tempo também é informar. Me pergunto até que ponto o público entende a mensagem que esses programas tentam passar.
Deixa eu explicar: quando um programa como o Pânico faz uma imitação de um político, ou quando o CQC faz um "Controle de Qualidade", a idéia é expor o despreparo dos homens que estão no poder e quão absurdo é nos submetermos a isso. Imagino se as pessoas refletem sobre os assuntos tratados ou se só acham engraçado e bonitinho porque tá na TV e tá na moda.
Outro exemplo: Mês passado o Danilo Gentili apanhou duas vezes gravando reportagens que questionavam a administração de duas cidades. Muita gente ficou revoltada, defendeu o repórter. Mas defenderam porque era o Danilo, ou porque um guarda abusou de sua autoridade e trancou uma pessoa para poder bater nela?
Essa semana mesmo o Rafinha Bastos comentou: "Faço um monte de coisas, mas vou parar no Trending Topics do Twitter porque fiz a barba!"
Claro que não precisamos ser sérios o tempo todo e que as pessoas têm o direito de querer saber da "barba do Rafinha Bastos", mas acho que é preciso rever as prioridades, refletirmos mais sobre os assuntos, sermos mais críticos, como os próprios programas de humor que assistimos.
sábado, 30 de janeiro de 2010
NINE
Olha, ja fazia tempo que eu queria escrever no blog mas nao vinha nenhuma ideia (aviso -comprei o leptop nos EUA e nao sei como colocar acento...)
Resolvi falar do musical Nine, que fui ver ontem. Fui ao cinema e sai sem saber o que falar do filme! Nao sei se gostei nem se desgostei.
Pode ser que minha expectativa fosse muito grande e por isso fiquei um pouco decepcionada, pode ser tambem que eu estivesse com muito sono e nao tenha prestado a devida atencao na historia.
Nao ha o que dizer sobre o elenco nem sobre os numeros musicais, sao maravilhosos e impecaveis, mas mesmo assim o filme e cansativo, chega uma hora em que voce quer que acabe.
Acho estranho quando a gente sai do cinema sem poder dizer "Nossa que filme legal!" ou "Que porcaria de filme, quero minha vida de volta!", mas esse filme foi assim. Para alguem como eu, que adora musicais, vale a pena por esta parte, mas nao e o tipo de filme que a gente tem vontade de assistir muitas e muitas vezes.
Resolvi falar do musical Nine, que fui ver ontem. Fui ao cinema e sai sem saber o que falar do filme! Nao sei se gostei nem se desgostei.
Pode ser que minha expectativa fosse muito grande e por isso fiquei um pouco decepcionada, pode ser tambem que eu estivesse com muito sono e nao tenha prestado a devida atencao na historia.
Nao ha o que dizer sobre o elenco nem sobre os numeros musicais, sao maravilhosos e impecaveis, mas mesmo assim o filme e cansativo, chega uma hora em que voce quer que acabe.
Acho estranho quando a gente sai do cinema sem poder dizer "Nossa que filme legal!" ou "Que porcaria de filme, quero minha vida de volta!", mas esse filme foi assim. Para alguem como eu, que adora musicais, vale a pena por esta parte, mas nao e o tipo de filme que a gente tem vontade de assistir muitas e muitas vezes.
sábado, 19 de setembro de 2009
Teatro
Bom, fazia 200 anos que eu não postava nada no blog, mas agora apareceu alguma coisa útil para eu falar.
Ontem minha irmã foi ao teatro assistir a peça "O Zoológico de Vidro", no teatro Raul Cortez. Disse que a peça é maravilhosa, o que é de se esperar considerando o elenco. Mas o teatro estava vazio e, ao final da apresentação, a atriz Cássia Kiss pediu para que o público divulgasse a peça, pois embora tenham planejado uma temporada curta, talvez tivessem que encurtá-la ainda mais devido à falta de público.
Achei essa situação muito chata, uma atriz conhecida e tão boa ter que pedir para fazer diculgação da sua peça. Mas que o teatro precisa de ajuda e que as pessoas não o valorizam é um fato.
Então resolvi fazer a minha parte. Ainda não fui assistir, então ainda vou um dia e faço aqui a minha divilgação:

A peça está em cartaz até dia 1 de novembro, no teatro Raul Cortez, sextas e sábados às 21h e domingo às 19h.
Ontem minha irmã foi ao teatro assistir a peça "O Zoológico de Vidro", no teatro Raul Cortez. Disse que a peça é maravilhosa, o que é de se esperar considerando o elenco. Mas o teatro estava vazio e, ao final da apresentação, a atriz Cássia Kiss pediu para que o público divulgasse a peça, pois embora tenham planejado uma temporada curta, talvez tivessem que encurtá-la ainda mais devido à falta de público.
Achei essa situação muito chata, uma atriz conhecida e tão boa ter que pedir para fazer diculgação da sua peça. Mas que o teatro precisa de ajuda e que as pessoas não o valorizam é um fato.
Então resolvi fazer a minha parte. Ainda não fui assistir, então ainda vou um dia e faço aqui a minha divilgação:

A peça está em cartaz até dia 1 de novembro, no teatro Raul Cortez, sextas e sábados às 21h e domingo às 19h.
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