quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Colocando em questão...

Tem 2 assuntos que eu gostaria de comentar e como eles têm ligação, vou comentar os dois ao mesmo tempo.

Primeiro (e não é papo de fã ofendida viu!) queria falar da lei que proíbe os humoristas de fazerem piadas com políticos (sem contar o "estatuto do torcedor" e a lei que determina como os pais devem educar seus filhos...). Criarem leis como essa é absurdo e ridículo, um retrocesso. Isso é censura!

Acho engraçado, porque no ano passado "derrubaram" o diploma de jornalismo porque feria a liberdade de expressão e agora, porque se sentem ameaçados pela influência dos programas de humor, criam esse tipo de lei.

O que me leva ao outro assunto: fico me perguntando qual a real influência desses programas de humor. Entendo que sua função é entreter, mas ao mesmo tempo também é informar. Me pergunto até que ponto o público entende a mensagem que esses programas tentam passar.

Deixa eu explicar: quando um programa como o Pânico faz uma imitação de um político, ou quando o CQC faz um "Controle de Qualidade", a idéia é expor o despreparo dos homens que estão no poder e quão absurdo é nos submetermos a isso. Imagino se as pessoas refletem sobre os assuntos tratados ou se só acham engraçado e bonitinho porque tá na TV e tá na moda.

Outro exemplo: Mês passado o Danilo Gentili apanhou duas vezes gravando reportagens que questionavam a administração de duas cidades. Muita gente ficou revoltada, defendeu o repórter. Mas defenderam porque era o Danilo, ou porque um guarda abusou de sua autoridade e trancou uma pessoa para poder bater nela?

Essa semana mesmo o Rafinha Bastos comentou: "Faço um monte de coisas, mas vou parar no Trending Topics do Twitter porque fiz a barba!"

Claro que não precisamos ser sérios o tempo todo e que as pessoas têm o direito de querer saber da "barba do Rafinha Bastos", mas acho que é preciso rever as prioridades, refletirmos mais sobre os assuntos, sermos mais críticos, como os próprios programas de humor que assistimos.

sábado, 30 de janeiro de 2010

NINE

Olha, ja fazia tempo que eu queria escrever no blog mas nao vinha nenhuma ideia (aviso -comprei o leptop nos EUA e nao sei como colocar acento...)

Resolvi falar do musical Nine, que fui ver ontem. Fui ao cinema e sai sem saber o que falar do filme! Nao sei se gostei nem se desgostei.

Pode ser que minha expectativa fosse muito grande e por isso fiquei um pouco decepcionada, pode ser tambem que eu estivesse com muito sono e nao tenha prestado a devida atencao na historia.

Nao ha o que dizer sobre o elenco nem sobre os numeros musicais, sao maravilhosos e impecaveis, mas mesmo assim o filme e cansativo, chega uma hora em que voce quer que acabe.

Acho estranho quando a gente sai do cinema sem poder dizer "Nossa que filme legal!" ou "Que porcaria de filme, quero minha vida de volta!", mas esse filme foi assim. Para alguem como eu, que adora musicais, vale a pena por esta parte, mas nao e o tipo de filme que a gente tem vontade de assistir muitas e muitas vezes.