Tem 2 assuntos que eu gostaria de comentar e como eles têm ligação, vou comentar os dois ao mesmo tempo.
Primeiro (e não é papo de fã ofendida viu!) queria falar da lei que proíbe os humoristas de fazerem piadas com políticos (sem contar o "estatuto do torcedor" e a lei que determina como os pais devem educar seus filhos...). Criarem leis como essa é absurdo e ridículo, um retrocesso. Isso é censura!
Acho engraçado, porque no ano passado "derrubaram" o diploma de jornalismo porque feria a liberdade de expressão e agora, porque se sentem ameaçados pela influência dos programas de humor, criam esse tipo de lei.
O que me leva ao outro assunto: fico me perguntando qual a real influência desses programas de humor. Entendo que sua função é entreter, mas ao mesmo tempo também é informar. Me pergunto até que ponto o público entende a mensagem que esses programas tentam passar.
Deixa eu explicar: quando um programa como o Pânico faz uma imitação de um político, ou quando o CQC faz um "Controle de Qualidade", a idéia é expor o despreparo dos homens que estão no poder e quão absurdo é nos submetermos a isso. Imagino se as pessoas refletem sobre os assuntos tratados ou se só acham engraçado e bonitinho porque tá na TV e tá na moda.
Outro exemplo: Mês passado o Danilo Gentili apanhou duas vezes gravando reportagens que questionavam a administração de duas cidades. Muita gente ficou revoltada, defendeu o repórter. Mas defenderam porque era o Danilo, ou porque um guarda abusou de sua autoridade e trancou uma pessoa para poder bater nela?
Essa semana mesmo o Rafinha Bastos comentou: "Faço um monte de coisas, mas vou parar no Trending Topics do Twitter porque fiz a barba!"
Claro que não precisamos ser sérios o tempo todo e que as pessoas têm o direito de querer saber da "barba do Rafinha Bastos", mas acho que é preciso rever as prioridades, refletirmos mais sobre os assuntos, sermos mais críticos, como os próprios programas de humor que assistimos.